Pedro Menin
10:24 (23 horas atrás)
Para Cristiane Conti
Assim começa;
E na dúvida, foi lá e fez.
Fazer sempre, assim dizia o Doctor Casa.
Pra entrar nesse ônibus também são outros trocados. Esse pessoal do outro lado da rua não tem coragem. Aí me deparo com a grande dúvida: é preciso coragem pra embarcar nessa?
Aquele para Ilusão parte do terminal já lotadinho, pouco importa quanto o diabo coloque de ônibus extras, porque para esse itinerário sempre é horário de pico.
E a que se segue é resposta pra mim: haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer?
Não. Nessa parte percebi que os esotéricos tinham razão: o ego tem que morrer ou nada de paraíso. O juízo estará salvaguardado, não se preocupe por ele. É preciso juízo demais para matar o ego. E matar o ego é cozinhá-lo em fogo brando, águar morninha, ele se percebe desfazer-se e acha gostosinho, quase acalanto. Dessa longa fervura, sobra um juízo enrugado, mas fofinho.
Essa beleza da memória criada em dupla é alguma coisa que o Bob Dylan chamou por definição de morte.
Filosofar embalado por uma boooua erva deve ser tão bom quanto um Deus que dance.
Morte deve ser como vida, só que o contrário.
Amor é contrário também.
Deve de ser bom morrer segurando uma mão, alimentando a pão sovado uma certeza.
São várias certezas, nem todas boas, nem todas ruins. O problema das certezas é serem indiscutíveis. E o problema das certezas ruins é que dão raiva. E raiva de Deus é foda - pior que ela só a raiva de si mesmo, o que de certa forma dá na mesma.
Comecei a achar que o tema mudou de felicidade pra morte.
Ela implica em mortes e, em si, terá uma morte. São felicidades, na verdade... As pequenas são as melhores, do tipo broinha com manteiga Aviação e café com leite de padaria.
Você tem uma cerveja aí?
Esquentou. Mas sempre tem geladinhas na geladeira. Você vem?
Poesia é a luz de uma fotografia azul onde se pode ver um menino deitado num sofá com a cabeça sobre o colo de uma avó. Eu só falo um pouco no meio de muita pergunta.
A morte aparece nessa figura de novo.
Poesia é Deus mostrando que pode ser romântico. Enfeites.
Suspiros são somente o doce que eu mais gostava.
Suspiros também são relacionados ao tema.
É, você é docinha. O café com leite poderia vir de bulinho de porcelana, mais café de cafeteira italiana como a que você traz decorando. Mas é salutar a generosidade com o açúcar mascavo, só para quem conhece bem os cafés fortes.
10:24 (23 horas atrás)
Para Cristiane Conti
Assim começa;
E na dúvida, foi lá e fez.
Fazer sempre, assim dizia o Doctor Casa.
Pra entrar nesse ônibus também são outros trocados. Esse pessoal do outro lado da rua não tem coragem. Aí me deparo com a grande dúvida: é preciso coragem pra embarcar nessa?
Aquele para Ilusão parte do terminal já lotadinho, pouco importa quanto o diabo coloque de ônibus extras, porque para esse itinerário sempre é horário de pico.
E a que se segue é resposta pra mim: haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer?
Não. Nessa parte percebi que os esotéricos tinham razão: o ego tem que morrer ou nada de paraíso. O juízo estará salvaguardado, não se preocupe por ele. É preciso juízo demais para matar o ego. E matar o ego é cozinhá-lo em fogo brando, águar morninha, ele se percebe desfazer-se e acha gostosinho, quase acalanto. Dessa longa fervura, sobra um juízo enrugado, mas fofinho.
Essa beleza da memória criada em dupla é alguma coisa que o Bob Dylan chamou por definição de morte.
Filosofar embalado por uma boooua erva deve ser tão bom quanto um Deus que dance.
Morte deve ser como vida, só que o contrário.
Amor é contrário também.
Deve de ser bom morrer segurando uma mão, alimentando a pão sovado uma certeza.
São várias certezas, nem todas boas, nem todas ruins. O problema das certezas é serem indiscutíveis. E o problema das certezas ruins é que dão raiva. E raiva de Deus é foda - pior que ela só a raiva de si mesmo, o que de certa forma dá na mesma.
Comecei a achar que o tema mudou de felicidade pra morte.
Ela implica em mortes e, em si, terá uma morte. São felicidades, na verdade... As pequenas são as melhores, do tipo broinha com manteiga Aviação e café com leite de padaria.
Você tem uma cerveja aí?
Esquentou. Mas sempre tem geladinhas na geladeira. Você vem?
Poesia é a luz de uma fotografia azul onde se pode ver um menino deitado num sofá com a cabeça sobre o colo de uma avó. Eu só falo um pouco no meio de muita pergunta.
A morte aparece nessa figura de novo.
Poesia é Deus mostrando que pode ser romântico. Enfeites.
Suspiros são somente o doce que eu mais gostava.
Suspiros também são relacionados ao tema.
É, você é docinha. O café com leite poderia vir de bulinho de porcelana, mais café de cafeteira italiana como a que você traz decorando. Mas é salutar a generosidade com o açúcar mascavo, só para quem conhece bem os cafés fortes.
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