Cristiane Conti
24 abr
Para Pedro Menin
Meu amor, meu bem, me ame.
Em várias partes os estatísticos têm razão: estaremos sós. Ma non troppo, com esperanças avulsas de um dia nos encontrarmos ou no desapego assentarmos os desejos e desejar menos. Me peguei querendo empurrar de perto de mim algo bom, por já haver aquele reconhecimento de que vai ser ruim de alguma forma, com certa apatia, resignação. Aquela mesma de que falávamos quando eu divagava a respeito de acreditar esperançosa e pollyanamente que daria certo. E você dizia que sim, daria, porque deixaríamos de lado essas necessidades e angústias e seríamos contentes com aquilo que nos fosse oferecido. Não sei bem, sei que só falta eu matar uns 98% do meu ego, que se revira por causa de uma pessoa somente, a mesma de sempre, a que eu pensei ter tirado da vida, mas não tirei de lugar nenhum. E dor que é bom pra tosse, tomo eu.
Um deus que dance. Um deus que sambe.
Não sei se isso é dividir, mas com a licença da palavra, se for, digo: gosto de dividir a vida com você.
Estou embarcando em algumas horas. Ontem eu era só desespero, hoje sou o limbo. Não sei o que esperar de mim. Adoraria revisitar raivas antigas, apagar essas coisas ruins de gente, dar um jeito de desapegar, des-esperar, des-ejar, desfazer possíveis novos erros, mas é tudo sobre a vida, né?
O que houver de ser, será.
Atualizarei isto: http://midwivesofthought.tumblr.com/ com detalhes sempre que possível no durante.
Me deseje sorte, porque eu estou precisada.
Beijos e até o regresso.
Cristie
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