Raivas e ressuscitares
Queria falar aqui de raivas antigas. Meses e meses em formas de anos se passaram desde que estivemos por aqui e falávamos das raivas. Você viajou, voltou, trouxe uma alma lavada no mediterrâneo e alguma lama mediterrânea na alma, talvez contatos de supostas encarnações de outrora. Novas vidas, novas mortes, novos velhos erros e os acertos de seguir em frente. Continuamos bem assim. Nunca acreditei muito nas regressões que fiz e que conduzi, talvez porque elas dissessem demais das coisas que eu realmente queria saber. Queria saber como me livrar das raivas, e esses passeios pelos museus do ser apenas diziam sobre os porquês de sermos assim mesmo porque foi assim que projetamos o futuro quando nem sabíamos direito sobre os porquês do presente. Meu passado nietzscheano me fez sempre escrever estiloso quando a alma fala, me fez amar a solitude e nem saber que gostava também da solidão. As raivas antigas, nessas fumaças do tempo, perdem força, perdem voz, e se não damos ração diária de auto...