para não dizer que eu não tentei

vamos falar, elegantes, sobre móveis de madeira, conhaque, o clima, cabides, aquele senhor que atravessa a rua vagaroso (que saco, tão pedantes os infantes).

nos poupar de toda a ebulição, do rato no fogão, da exposição, das lágrimas choradas à seco com ou sem um senão (pois não se sabe, porra).

trabalhar o minimalismo falso de quem quer, não sendo minimalista, andar com leveza, sorrir com frequência, se importar menos (quase nada), não ter flatulência.

entender que tem hora que é de dormir (2h da manhã, de barriga cheia), e hora que é de despertar. entender que nem sempre vai dar.

aprender a malabarizar com a raiva da raiva que sente do mundo (que tédio você, mundo), acreditar que um dia é só um dia e que, de repente, o fim não é tão triste como estamos a especular.

vamos depressa, mas elegantes, mais comedidos (que mentira). vamos sem pressa (continuo tentando).

Comentários

  1. Ah, tudo, mas Tudo mesmo, por alguns eternos segundos de um Deus oceânico!

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