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Mostrando postagens de junho, 2017

emergindo do fundo em emergências

a sutil arte de cagar o botão de emergência que afundou de tanta fúria no apertar a inteligência que falta seguimos dando (inúteis) voltas ao redor do sol e nos queimando e mergulhando fundo num mar gelado (que a dor aguda cessa) para emergir again and again

itinerário

parar um ônibus Itaim Bibi - SP e perguntar se ele passa por Búzios - RJ: bem igualzinho ao (des)amor na era digital
cristie  em  28 de junho de 2017 06:07  diz: esse negócio de expectativa é engraçado: quando eu paro de esperar qualquer coisa do outro, ME importar (a importância que dou a mim), eu também paro de me interessar pelo outro. [reset]
o filósofo  em  28 de junho de 2017 04:33  diz: em carnavais distantes, o importante era rosetar em nosso bem agora já-já, o que importa é resetar (e importar continua sendo "trazer para dentro")
o filósofo  em  23 de junho de 2017 08:42  diz: na morte, eclipse
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EM EMERGÊNCIAS: Primeiro, a gente aperta o botãozinho saliente, sem se importar com quantos e quantos números se tornarão zero. É um prazer incomensurável que dura décimos de segundo e faz uma cócega gostosa do dedo durante essa quase eternidade. Em dispositivos mais antigos, como por exemplo na USS Enterprise (em uma aventura em que tiveram que dar a volta pelo sol para fazer o tempo voltar), os números são feitos por mecanismos mecânicos giratórios. Depois desse primeiro procedimento, a gente aperta o play (só para mais uma coceguinha gostosa no dedo, porque o negócio vai recomeçar automaticamente de qualquer forma). Nota: aprendida esta importante lição, basta reparar que esses mecanismos de emergência estão em toda a parte do universo e cabe-nos, como seres vivos inteligentes, ir apertando todos que der.

como se nasce dia após dia

como se fosse possível 'resiliar' e resistir e renascer após cada desmanche o ar rarefeito que faz do estampido do choque no estômago um nublar do olhar o olhar de eternidade e de precipício o desmantelo dos nossos pedaços que ousamos recriar com cola branca a bravura do insistimento no aniversariar segue a noite o dia segue crescendo e decrescendo a chuva insiste em desabar a gente recria as condições do sobreviver e segue
COMO NASCE UM VERDADEIRO PRESENTE Nascer é acúmulo de memórias Chamamos memórias de eu, de identidade Classificamos raiva, ódio, decepção, ansiedade, inferno e  tudo o mais que não presta por esses nomes exóticos, conceituais, que nos turvam a imagem daquilo que são só memórias Aniversários são a comemoração das memórias que escolhemos dizer que são nossas, felizes que queremos achar que somos (não dá  para ser feliz com memórias), e muito incapazes de perceber que se o passado não existe, como nem existe o futuro, o presente só pode ser a maior leveza que nem se poderia ou ousaria imaginar, se simplesmente jogássemos tudo o que parece tão importante - nossa tal história - fora.

pó pô

na minha lápide pode escrever: foi (sol em) câncer

exigências e expectativas e esperanças

deve haver algum método para esquecer, a informação só não tá chegando nas bandas de cá, o mundo é vasto demais pra não existir uma ferramenta tão necessária quanto o botão de apagamento.
o filósofo 13 de junho de 2017 15:27  diz: E esquecer é o exercício que olvidamos, e então, não fazemos E esqueceríamos mais e melhor se masturbar não nos fosse tão importante
o filósofo 13 de junho de 2017 15:18  diz: Todos sempre tão atrasados, mas exigentes: queremos sentar na janelinha.

quiz

não olhar para o passado é uma boa estratégia, um antídoto ao congelamento febril. a descida da ladeira existencial é apreciativa ou trágica?
o filósofo 26 de maio de 2017 07:47  diz: Há aqueles que insistem em buscar pedras no meio do caminho, que de lá vão parar nos rins, que tentam filtrar o que dá, e na vesícula, que segundo a psicossomática, são nossos freios. Assim, sabiamente o corpo nos força a arrancar os freios, com pedra e tudo (incluindo todos esses quês e as tantas vírgulas), para ver se a descida da ladeira existencial finalmente pode se dar.
o filósofo 26 de maio de 2017 07:41  diz: Na frente, sim! O mundo todinho bem ali naquela estrada que vai. E sem olhar para trás porque o passado nos faria virar pedra.