esse negócio de expectativa é engraçado: quando eu paro de esperar qualquer coisa do outro, ME importar (a importância que dou a mim), eu também paro de me interessar pelo outro.
como se fosse possível 'resiliar' e resistir e renascer após cada desmanche o ar rarefeito que faz do estampido do choque no estômago um nublar do olhar o olhar de eternidade e de precipício o desmantelo dos nossos pedaços que ousamos recriar com cola branca a bravura do insistimento no aniversariar segue a noite o dia segue crescendo e decrescendo a chuva insiste em desabar a gente recria as condições do sobreviver e segue
a sutil arte de cagar o botão de emergência que afundou de tanta fúria no apertar a inteligência que falta seguimos dando (inúteis) voltas ao redor do sol e nos queimando e mergulhando fundo num mar gelado (que a dor aguda cessa) para emergir again and again