neste caso, então, devem se tratar de ideias que transitam bestamente na mente, porque o pensamento profundo com pretensões resolutivas não andam vulgares assim por aí. os ruídos insistentes do comercial chamando para ele alguma atenção deveria ter alguma atenção dispensada por nós? ou a gente só considera que o mundo inteiro está naquela estrada ali na frente, que já é outra viagem, e tomamos um refrigerante, comemos um cachorro quente? como também, sábia e suavemente, sugeriria Belchior. haverá paraíso, perdendo ou não perdendo o juízo, procurados, vivos ou mortos, então esse questionar compulsório talvez seja contraproducente, eu não sei, mas meu bem, guarde uma frase pra mim dentro da sua canção, esconda um beijo pra mim sob as dobras do blusão, eu quero um gole de cerveja no seu copo, no seu colo e nesse bar .
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Mostrando postagens de maio, 2017
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cristie
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Por o filósofo - maio 24, 2017 Tem treta aí. Deleuze, o filósofo francês que tinha garras, qual as do Zé do Caixão, para agarrar-se a certa distância segura do mundo (e que morreu negando quaisquer dessas psicossomáticas), dizia que pensar é algo mais... profundo... como diria desta vez nosso finado Belchior. Não bastam ideias que transitam bestamente na mente, como um comercial que insiste em seus ruídos para que prestamos a ele alguma atenção. E quando você pensa com essa seriedade toda, chega a uma conclusão bem fácil que se a boa teoria serve apenas para quem está suficientemente preparado para ela, então a teoria que me serve é qualquer uma que traga algum tipo de riso maroto aos cantos dos lábios - até porque se for muito mais que isso, posso não estar suficientemente preparado.
para não dizer que eu não tentei
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cristie
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vamos falar, elegantes, sobre móveis de madeira, conhaque, o clima, cabides, aquele senhor que atravessa a rua vagaroso (que saco, tão pedantes os infantes). nos poupar de toda a ebulição, do rato no fogão, da exposição, das lágrimas choradas à seco com ou sem um senão (pois não se sabe, porra). trabalhar o minimalismo falso de quem quer, não sendo minimalista, andar com leveza, sorrir com frequência, se importar menos (quase nada), não ter flatulência. entender que tem hora que é de dormir (2h da manhã, de barriga cheia), e hora que é de despertar. entender que nem sempre vai dar. aprender a malabarizar com a raiva da raiva que sente do mundo (que tédio você, mundo), acreditar que um dia é só um dia e que, de repente, o fim não é tão triste como estamos a especular. vamos depressa, mas elegantes, mais comedidos (que mentira). vamos sem pressa (continuo tentando).
as canções que eu escrevi antes de te conhecer
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cristie
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demorou esse tempo todo até a lembrança de que um dia eu transformei coisas em outras coisas, e que eventualmente o saldo eram palavras e eu não sei como uma pessoa que conheci há 2 anos reapareceu e me fez criar uma playlist de quase 2 mil músicas e rever antigos registros (como estas cartas) buscando algo que resumisse meu estilo, como se isso fosse possível - e não é, vide as 2 mil músicas, que começou com uma playlist "para ouvirmos juntos" e terminou como "the ultimate eu". demorou mais de uma semana para que o meu coração não tivesse outra saída além dessa, lhe escrever. acaba de completar 36h que levo um aperto por dentro, e ainda não entendi a origem, mas continuo buscando. cansada e buscando, porque se não o que haveria? e foi vasculhando em busca de uma música que tinha uma pessoa tocando washboard no clipe que encontrei esse senhor que compôs um disco e chamou de "as canções que eu escrevi antes de te conhecer". chegamos aqui, no momento em ...
Suspiros
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cristie
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Cristiane Conti 12 abr (1 dia atrás) Para Pedro E na dúvida, foi lá e fez. Pra entrar nesse ônibus também são outros trocados. Esse pessoal do outro lado da rua não tem coragem. Aí me deparo com a grande dúvida: é preciso coragem pra embarcar nessa? E a que se segue é resposta pra mim: haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer? Essa beleza da memória criada em dupla é alguma coisa que o Bob Dylan chamou por definição de morte. Morte deve ser como vida, só que o contrário. Amor é contrário também. Deve de ser bom morrer segurando uma mão, alimentando a pão sovado uma certeza. Comecei a achar que o tema mudou de felicidade pra morte. Você tem uma cerveja aí? Poesia é a luz de uma fotografia azul onde se pode ver um menino deitado num sofá com a cabeça sobre o colo de uma avó. Eu só falo um pouco no meio de muita pergunta. A morte aparece nessa figura de novo. Suspiros são somente o doce que eu mais gostava. Suspiros também são relacionados ao tema.