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Raivas e ressuscitares

Queria falar aqui de raivas antigas. Meses e meses em formas de anos se passaram desde que estivemos por aqui e falávamos das raivas. Você viajou, voltou, trouxe uma alma lavada no mediterrâneo e alguma lama mediterrânea na alma, talvez contatos de supostas encarnações de outrora. Novas vidas, novas mortes, novos velhos erros e os acertos de seguir em frente. Continuamos bem assim. Nunca acreditei muito nas regressões que fiz e que conduzi, talvez porque elas dissessem demais das coisas que eu realmente queria saber. Queria saber como me livrar das raivas, e esses passeios pelos museus do ser apenas diziam sobre os porquês de sermos assim mesmo porque foi assim que projetamos o futuro quando nem sabíamos direito sobre os porquês do presente. Meu passado nietzscheano me fez sempre escrever estiloso quando a alma fala, me fez amar a solitude e nem saber que gostava também da solidão. As raivas antigas, nessas fumaças do tempo, perdem força, perdem voz, e se não damos ração diária de auto...

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Queria que visse... Pedro Menin 27 abr Para Cristiane Conti ... que nosso herói não destruiu o monstro que saiu das águas. Nossos herois de infância também falham, mas eu não sabia disso quando era criança.
Pedro Menin   27 abr Para Cristiane Conti Em 24 de abril de 2012 11:39, Cristiane Conti escreveu: Meu amor, meu bem, me ame. Hey, baby Em várias partes os estatísticos têm razão: estaremos sós. Ma non troppo, com esperanças avulsas de um dia nos encontrarmos ou no desapego assentarmos os desejos e desejar menos. Essa parte do mistério eu entendi. É o oposto. Fazer tudo o que der vontade. E quando a vontade depender do outro, fazer tudo o que der vontade. E quando a vontade depender de Deus, fazer tudo o que der vontade. E quando a vontade depender do eguinho, fazer tudo o que der vontade. Eu já sabia, foi das primeiras coisas que aprendi. Queremos controlar, prever, identificar, quantificar, prever em oréculos, mas é só fazer tudo o que der vontade. E depois de minha última incursão ao inferno, voltei fazendo apenas tudo o que tenho vontade. E quando não sei o que fazer, nada faço, a menos que tenha vontade. Me peguei querendo empurrar de perto de mim...
Cristiane Conti 24 abr Para Pedro Menin Meu amor, meu bem, me ame. Em várias partes os estatísticos têm razão: estaremos sós. Ma non troppo, com esperanças avulsas de um dia nos encontrarmos ou no desapego assentarmos os desejos e desejar menos. Me peguei querendo empurrar de perto de mim algo bom, por já haver aquele reconhecimento de que vai ser ruim de alguma forma, com certa apatia, resignação. Aquela mesma de que falávamos quando eu divagava a respeito de acreditar esperançosa e pollyanamente que daria certo. E você dizia que sim, daria, porque deixaríamos de lado essas necessidades e angústias e seríamos contentes com aquilo que nos fosse oferecido. Não sei bem, sei que só falta eu matar uns 98% do meu ego, que se revira por causa de uma pessoa somente, a mesma de sempre, a que eu pensei ter tirado da vida, mas não tirei de lugar nenhum. E dor que é bom pra tosse, tomo eu. Um deus que dance. Um deus que sambe. Não sei se isso é dividir, mas com a licença da palav...
Pedro Menin 10:24 (23 horas atrás) Para Cristiane Conti Assim começa; E na dúvida, foi lá e fez. Fazer sempre, assim dizia o Doctor Casa. Pra entrar nesse ônibus também são outros trocados. Esse pessoal do outro lado da rua não tem coragem. Aí me deparo com a grande dúvida: é preciso coragem pra embarcar nessa? Aquele para Ilusão parte do terminal já lotadinho, pouco importa quanto o diabo coloque de ônibus extras, porque para esse itinerário sempre é horário de pico. E a que se segue é resposta pra mim: haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer? Não. Nessa parte percebi que os esotéricos tinham razão: o ego tem que morrer ou nada de paraíso. O juízo estará salvaguardado, não se preocupe por ele. É preciso juízo demais para matar o ego. E matar o ego é cozinhá-lo em fogo brando, águar morninha, ele se percebe desfazer-se e acha gostosinho, quase acalanto. Dessa longa fervura, sobra um juízo enrugado, mas fofinho. Essa beleza da memória criada em dupla é alguma ...
Conti Cristiane ô Pedro Menin sim, pullmann Conti Cristiane me fala uma cousa Pedro Menin conta Conti Cristiane como mastigar vaidade ou cacos de vidro e superar ser uma uma pessoa que não faz parte dos planos de ninguém? Pedro Menin vamos ver o pqueneno príncipe e voltaremos ... beijocas
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Cristiane Conti 12 abr (1 dia atrás) Para Pedro E na dúvida, foi lá e fez. Pra entrar nesse ônibus também são outros trocados. Esse pessoal do outro lado da rua não tem coragem. Aí me deparo com a grande dúvida: é preciso coragem pra embarcar nessa? E a que se segue é resposta pra mim: haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer? Essa beleza da memória criada em dupla é alguma coisa que o Bob Dylan chamou por definição de morte. Morte deve ser como vida, só que o contrário. Amor é contrário também. Deve de ser bom morrer segurando uma mão, alimentando a pão sovado uma certeza. Comecei a achar que o tema mudou de felicidade pra morte. Você tem uma cerveja aí? Poesia é a luz de uma fotografia azul onde se pode ver um menino deitado num sofá com a cabeça sobre o colo de uma avó. Eu só falo um pouco no meio de muita pergunta. A morte aparece nessa figura de novo. Suspiros são somente o doce que eu mais gostava. Suspiros também são relacionados ao tema.